quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

p.s.

sobre ti ? pouco sei. entras-te na minha vida como se nada fosse, marcas-te o teu próprio nome em mim, a tua própria pessoa na minha memoria. e tudo o que antes era real ? passou a ser negação. passou de pouco, a nada.
pergunto-me várias vezes se tudo vale a pena ou se nada é real; como se arranca de nós quem está tatuado nas nossas origens ? nosso familiar, não! muito mais que isso, nosso grande amor!
quem és tu afinal ? o que queres tu ? saí de mim. não me vejo disponível para me despedir, para te dizer adeus. como muitas vezes me custou.. não posso querer que desta vez a razão esteja do teu lado. nunca esteve, porquê agora que precisava realmente dela ?
nunca tive ciúmes, nunca fui criança em situações adultas. nunca! porquê agora ?
qual é a dúvida ? eu também sei que me queres de volta. neste ou noutro lugar, nesta ou noutra estação - hoje de preferência. eu sei que também sonhas comigo, e acordas transpirado de dor.
mas, neste momento, a criança que tu dizias conhecer melhor que ninguém, cresceu. está num outro posto, com uma outra mentalidade. já não me custa tanto ter que te dizer adeus, muito menos olá. custa-me apenas, ter que admitir a felicidade que os meus olhos transbordavam quando o sol lhes batia, a felicidade que tu me davas quando estávamos juntos, quando a razão estava (ou não) do nosso lado. a felicidade que combateu vales e monstros. e agora ? as palavras ao ouvido que por mais simples que fossem, eram, tudo. continuam a ser.
p.s. ainda te amo.

Sem comentários: