quinta-feira, 19 de maio de 2011
estrelinha*
neste momento, olhei para o céu. vejo apenas (únicas) estrelas; estou a ver as mesmas estrelas que tu. mas, não te consigo ver através delas; as brilhantes deixaram de trazer a tua imagem para a minha cabeça, já nem a tua voz transmitem; morreram? acho que estão a desesperar, tanto quanto eu, talvez. não sabem o rumo, não sabem o que me dizer (ninguém sabe); preciso delas para algo, preciso da pessoa que do outro lado da cidade está a ver as mesmas que eu, está a olhar juntamente comigo para todas as princesas lindas que estão no céu. a única coisa que me consiga lembrar delas, realmente seja tudo o que por elas restou; não queria falhar, queria reagir. mas alguém me escapou, algo me alucinou ao ponto de falar para o céu. estou sozinha, preciso das minhas estrelas, das minhas conselheiras! não sei como ficar, como te ver sobre elas, como ouvir o que estás a pensar, o que estás a sofrer (felicitar). tudo o que algum dia foste, ficou no fim do mundo, está tapado por algo negro, algo escuro, imenso por vezes. aclaras-te na minha vida uma noite, duas, três (...); estrelas*, eram sinais, não às vejo, com o mesmo olhar de antes, não iluminam toda a minha noite, sim uma parte dela; talvez a parte em que sinto que estou a perder o que preciso, em que cresço um pouco mais; apetece-me deitar na relva, em frente a um rio, talvez sentar-me num telhado, apenas com um vestido sobre o corpo; quero voar, até elas, ser livre. todos os sonhos, todas as estrelas, pertencem apenas a mim; deixas-te-as. entrega-me-as então! eu cuido delas, são a minha vida! estrelas? uma só chega-me! estrela, és a minha estrela e eu preciso de ti agora!
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