sexta-feira, 6 de maio de 2011
chorou e sentiu
vou chorar? não interessa! é por amor, é por angustia, é por sofrimento, é por paixão. sinto que tenho que deitar algo cá para fora. não sei bem o que (...) não sei o que ando a fazer; não sei o porquê de contrariar as minhas ordens, o meu coração (talvez). quando gritas por mim eu já não o oiço; já não sinto as tuas mãos no meu corpo, o toque dos teus lábios em mim; não sou capaz de virar tudo por tudo. de procurar meio mundo, meio universo, meia pessoa. não existes. criei uma ilusão tão grande; como não existes? já choramos juntos! já senti o teu rosto molhado junto à minha mão (ou, também estava a sonhar?); não. diz-me que é verdade! diz-me que te lembras dia após dia de mim. diz-me que adormeces comigo em ti; comigo a teu lado como sempre estive; tudo o que tu foste, tudo o que tu brilhas-te. eu vi; eu senti! sei que estas junto a mim (...) não sei como confiar, como reagir. posso gritar? posso ser livre por um só segundo? posso ter o meu pensamento? sonho tanto. choro tanto. já foste embora. onde fico eu no meio de tudo isto? onde fica tudo? onde fica a noite num banco? a paixão do verão? mais uma vez! mais uma vez, voltou à estaca zero. não sei para que lado me virar. assim foi. a estrela mais próxima deixou de brilhar; o álcool no sangue deixou de bater, deixou de fazer efeito; tudo o que fiz para esquecer desapareceu; agora.. fico aqui. sozinha, sem prós nem contras que me façam esquecer tudo o que lá para trás está. não me ajudas, não me levantas, não sentes! mas afinal. eu sei, tu também choras. toda a gente chora! toda a gente sente! não escondas, enfrenta; de cara para os sonhos que tens por concretizar, para os desejos pedes desesperadamente todas as noites que se realizem, enfrenta de cara todos que de nós desconfiaram dia a dia, todos os que nos crucificaram por estarmos a viver tudo aquilo a que tivemos e temos direito! não consegues? então olha para a vida, olha para mim. sempre pequena para ti, sempre fui inferior. mas sempre te ajudei. sempre te dei uma palavra de apoio, juntei os meus lábios aos teus quando necessário, molhei a minha mão para te passar na cara. quantas vezes é que não te fiz feliz? quantas vezes é que tu desvalorizas-te tudo o que sempre fiz? (quantas?) no entanto. aqui estou eu! penso em ti, e continuo a ser uma típica peixeira. uma autentica saloia; sem problemas, sem mais adjectivos. fico por aqui! : olha para mim, não te esqueças. olha-me nos olhos e vê o que eu vejo! sente o que eu sinto. talvez percebas um dia o porquê de todos os meses, de todas as juras. (e uma estrela irá continuar a brilhar por nós, estará para nós, como sempre. sorri, o teu sorriso é lindo, é único; por mim, só isto)
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